terça-feira, 21 de outubro de 2008

As cores e traços … do Seixal Graffiti’2008

Os traços e cores do Seixal’Graffiti 2008, ganharam vida nos muros da Mundet, no Seixal, no passado sábado.

Por Bruno Rodrigues Martins


Foram muitos os aficionados que se deslocaram ao local, para ver nascer de perto os projectos do Seixal’Graffiti 2008. A presente edição contou uma vez mais com diversos artistas do concelho, aos quais se juntaram nomes oriundos do estrangeiro. Segundo Miguel Ram, artista português convidado, o Graffiti há muito que deixou de ser considerado uma arte marginalizada e que a imagem deste, por vezes associada ao vandalismo, há muito que foi ultrapassada. «O graffiti começou por ser um hobbie e já há 14 anos que pinto. Hoje em dia há outras questões que se levantam, a nível social e a nível da arquitectura de onde esta arte se enquadra. Para mim, vandalismo é o excesso de publicidade que sou obrigado a consumir diariamente nas ruas», afirma Miguel Ram, em defesa deste movimento artístico com mais de 30 anos de registo. Recém-chegado de São Paulo (Brasil), Onesto, de 36 anos, veio a Portugal no intuito de promover o seu trabalho numa exposição no Bairro Alto quando, inesperadamente, também fora convidado a participar no evento. Onesto aplaudiu a iniciativa. «Muito bom ver como as pessoas pintam em Portugal e, essencialmente, fazer contacto», confessou visivelmente satisfeito pelo convite.

Gosto pela arte

Observada como uma das artes urbanas mais marcantes do século XX, o Graffiti evoluiu, embora com diferentes expressões. Onesto, praticante há mais de 17 anos, revela que o gosto pelo desenho e interesse em cultivar conhecimentos, estão na base da sua actividade. «Foi a assistir a um evento destes que comecei a ganhar gosto por pintar graffitis», disse o artista “canarinho”, explicando um pouco das diferenças entre o estilo brasileiro e europeu, no que a graffitis diz respeito. «Aqui (em Portugal) ainda se cultiva muito as letras, um estilo europeu, e no Brasil aposta-se muito mais em personagens», concluiu. O Seixal’Graffiti, iniciativa promovida pela Câmara Municipal do Seixal, em conjunto com a “Associação Spread” e “Seixal Surfing Clube”, “funciona desde 2001 como evento sem fins competitivos, cujo objectivo passa pela promoção do Graffiti como arte urbana”. A iniciativa, que só terminou no passado domingo, está agora patente nos muros exteriores da Mundet, aos olhos de quem quiser vislumbrar as cores e traços do Seixal’Graffiti de 2008.

Um comentário:

Marta Guerreiro disse...

Se gostas de graffiti do que estás a espera? Mas mesmo que odeies, aparece para cascar!
Participa dia 16 de Junho de 2009, pelas 18:00h na Biblioteca UNL no Campus de Caparica, na inauguração da exposição Terroir Graffiti

A exposição integra uma dimensão extramuros, onde um Writer será acompanhado na sua actividade por uma equipa de filmagens que produzirá um documentário, outra intramuros que consiste na pintura de um mural do Campus de Caparica e uma terceira indoor, instalação efémera de artes plásticas.

Poderás participar no debate que reúne artistas, investigadores no campo das ciências sociais e outras individualidades que trabalham sobre o tema da arte urbana.

Local: Biblioteca UNL no Campus de Caparica – Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
Data: 16 de Junho a 11 de Setembro de 2009
Horário: 16 de Junho a 19 de Julho, 2.ª a 6.ª, das 09:00h às 20:00h.
20 de Julho a 11 de Setembro, 2.ª a 6.ª, das 09:00h às 17:00h.
Para mais informações: http://biblioteca.fct.unl.pt
http://bibliotecaunl.blogspot.com/

Como cá chegar:
http://www.fct.unl.pt/candidato/como-chegar-a-fct